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  • Participante da Unapi, Ana Caracoche, sobreviveu e recuperou filhos sequestrados pela ditadura argentina

    Participante da Unapi, Ana Caracoche, sobreviveu e recuperou filhos sequestrados pela ditadura argentina

    Texto: Vitor Taveira
    Jornal: Século Diário

    “Eu sou um pontinho na história da América Latina”, me diz Ana Maria Caracoche enquanto traz uma garrafa de café para a mesa em sua arejada casa no bairro Manoel Plaza, no município da Serra. “Eu deveria ser uma entre os 30 mil desaparecidos. Deus me deu a graça de poder viver até ver meu bisneto. Estou agradecida pela vida”, resume a argentina aos seus 78 anos, nos quais militou politicamente e teve que lutar por sua família em sua pátria de nascimento e no país que a acolheu, o Brasil.

    Ela sobreviveu não só à prisão e à tortura, mas também viveu uma das crueldades muito emblemáticas da ditadura argentina: o sequestro massivo de filhos, ainda bebês, no período de exceção. Ana contou com ajuda do grupo das Abuelas de la Plaza de Mayo (Avós da Praça de Maio) para encontrar María Eugenia e Felipe, desaparecidos com 1 ano e com 4 meses de idade, respectivamente. Era uma “madre” junto com as “abuelas”, um caso raro, já que as avós tiveram que lutar pelos netos, pois seus filhos e filhas não sobreviveram para buscá-los. 

    Ana Caracoche em sua casa com o lenço branco que marca a existências das “Abuelas de la Plaza de Mayo”. Foto: Leonardo Sá

    Estima-se que mais de 500 crianças e bebês foram roubados de suas famílias durante a ditadura argentina. As crianças, no entendimento das Abuelas, eram usadas como “Botín de Guerra”. “Para os militares era uma guerra, em que eles estavam armados e matavam pessoas, que tinham que fugir para não serem mortas. Imagina uma família com um filho desaparecido e junto com ele sua criança. Na estrutura familiar, quem fica vivo fica esperando se essa criança um dia vai voltar e esse dia não chega. Isso era psicologicamente adoecedor”, relata.

    Até hoje, a Asociación de Abuelas de Plaza de Mayo já ajudou a recuperar a identidade de 139 dessas pessoas, a última delas em janeiro de 2025, aos 48 anos, filha de dois militantes desaparecidos. 

    • Da luta ao sequestro

    Nascida no povoado de Mercedes, no interior da província de Buenos Aires, Ana Caracoche era professora de Matemática e a partir da sua atuação na igreja, fez sua opção política à esquerda, militando na Juventude Peronista. Em 1975 se casou Oscar Gatica, que era integrante do sindicato dos metalúrgicos e do grupo guerrilheiro Montoneros. Juntos realizavam ações políticas e atividades com crianças em atividades educativas e culturais na região em que viviam.

    Quando o golpe militar eclodiu em 24 de março de 1976, Maria Eugenia, a primogênita, era recém-nascida. Três meses depois, Oscar foi preso e ficou detido por 11 dias, sofrendo torturas. Com sua liberação, não sobrou outra alternativa ao casal do que cair na clandestinidade, já com o segundo filho, Felipe, em gestação no útero de Ana.

    A vida se tornou insuportavelmente instável. “Nós começamos a ser perseguidos políticos e a tentar salvar nossas vidas. Nós íamos como podíamos, de lugar em lugar, de companheiro em companheiro que nos acolhia”.

    Em 6 de fevereiro de 1976, enquanto Ana levava o bebê Felipe para cuidados de saúde, a outra filha, María Eugenia, estava na casa de um casal de amigos militantes, sob cuidados de Susana Falabella e José Abadala, quando estes foram sequestrados pela ditadura. O filho deste casal, Sabino, com dois anos, e María Eugenia Gatica Caracoche, que acabara de completar um ano, foram separados dos adultos e levados para seguir a vida com desconhecidos, em outras famílias. Susana e José nunca voltaram para a casa e seguem desaparecidos.

    Um mês depois, Ana Caracoche foi localizada pela polícia, capturada e levada para cadeia  Estava com Felipe, que tinha quatro meses e foi deixado no pátio da vizinha, que depois o entregou para adoção.

    Ao longo de um mês detida, ela foi torturada e passou por duas das terríveis prisões da ditadura, La Cacha e Pozo de Banfield. Foi liberada em uma estrada, conseguiu se localizar, mas não tinha notícias dos filhos nem do marido, com quem só conseguiria retomar o contato três meses depois. “Seguimos nós dois, sem nossos dois filhos, na clandestinidade, passando por muitos lugares para salvar a vida”, lembra.

    Em 1980 nasce a terceira filha, María Paz. No mesmo ano, decidem sair do país levando a bebê. Não viam condições de fazer denúncias e procurar seus filhos ficando na Argentina e rumaram para o Brasil, contando com apoio da mãe e da irmã Oscar para ajudar no que fosse possível nessa busca em solo argentino.

    • Nova vida, luta antiga

    Sem saber uma palavra de português, chegaram ao bairro de Laranjeiras, no município da Serra, onde foram acolhidos pela Comunidade Eclesial de Base (CEB), órgão de organização comunitária da Igreja Católica com muita força nesta época, especialmente no Espírito Santo.

    “O povo brasileiro nos salvou da loucura”, relata Ana Caracoche. “Quando você é sequestrado e desaparecido, você não é ninguém. Sua identidade é zero, você não sente nada, deixa até de ser uma pessoa. A gente só se revitalizou porque tinha duas crianças para buscar. A gente pensava: nós vamos buscar, vamos encontrar, vamos restituir. Isso nos manteve vivo, tendo consciência que o que nós queríamos não era só para nós, mas para toda América Latina, a consciência de que a igualdade era um bem que todo mundo deveria desfrutar.”

    Foto: Leonardo Sá

    Os milhares de quilômetros de distância não abalaram a fé do casal argentino. “Nunca pensamos, nenhum dos dois, que nós não íamos encontrá-los ou que as crianças estivessem mortas. A espiritualidade me ajudou muito”, confessa. Diziam sempre aos amigos brasileiros que iam encontrar as crianças e recebiam apoio.  

    No novo país, Oscar e Ana participaram da fundação do Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Serra (CDDH) e do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), que existem até hoje.

    Não deixaram de atuar politicamente onde estavam nem esqueceram da luta de onde vinham. A busca pelos filhos ganhou novos contornos a partir do final de 1983, com a crise da ditadura e convocação de eleições, que tiveram vitória de Raúl Alfonsín, colocando fim ao regime militar e abrindo espaço para investigações sobre os tempos sombrios. Foi criada a Comissão Nacional sobre o Desaparecimento de Pessoas (Conadep), que serviram como forte apoio para a busca das “abuelas”.

    Primeiro Oscar, e depois Ana, viajaram à Argentina para oficializar a denúncia sobre o desaparecimento dos filhos. Logo voltaram a morar em Mercedes com os filhos María Paz e Juan Manuel, este nascido no Brasil. Todos os dias percorriam cerca de 100 quilômetros para trabalhar na equipe das Avós da Praça de Maio, que recebiam inúmeras denúncias que poderiam ajudar a encontrar as crianças desaparecidas.

    • A busca se aproxima

    Ana Caracoche sabia o local onde Felipe havia desaparecido – e ela sido sequestrada. Por lá conseguiu falar com uma enfermeira que tinha visto Felipe e a reconheceu como a mãe. “Não se preocupe que ele está bem”, disse a enfermeira. “Comecei a chorar que não terminava nunca”, relembra a mãe. A enfermeira deu então o endereço da família que o havia adotado. Aí entraram em cena as Abuelas de Plaza de Mayo e toda sua equipe multidisciplinar. “Teve toda uma negociação para restituir a criança a seus verdadeiros pais. Éramos os únicos pais vivos, das outras crianças restituídas os pais estavam desaparecidos”.

    Ela lembra o processo como bastante tranquilo, dentro do possível para uma situação tão extraordinária. Não houve judicialização e levou um mês entre a localização e a restituição, segundo site oficial das Abuelas. Em setembro de 1984, Felipe Martín Gatica Caracoche se tornava o 24º caso de restituição de crianças desaparecidas no país.

    A vizinha com quem o bebê havia ficado após o sequestro a entregou para a família de uma escrivã, que o registrou como filho próprio, dando-lhe outro nome. Ela não sabia a identidade dos pais de Felipe e supunha que haviam sido assassinados. “Ela cuidou muito bem dele por oito anos. Mas a criança era minha e não dela”, diz Ana Caracoche com certa gratidão. Felipe sabia que era adotado, então após os diálogos, a mulher recebeu a família original em sua casa e apresentou-a à criança: “Esta é sua mãe, esse é seu pai e esses são seus irmãos”. 

    A coisa fluiu com naturalidade. Oscar começou a brincar de futebol com o filho, já com oito anos de idade, os pais o abraçaram e assim foram reatando uma relação rompida quando ainda era bebê. Ana define o reencontro como algo que não dá pra explicar mas que sempre ocorre após as restituições. “Ele me abraçava e passava a cabeça dele por meu peito. Olha que reconhecimento”, conta a mãe, como se houvesse uma religação direta entre o menino restituído e o bebê desaparecido pela violência.

    Felipe se acostumou rapidamente à nova identidade e à nova família. Enquanto viveram na Argentina, a antiga família o visitava com frequência e tinha uma relação próxima com ele, que foi mantida mesmo posteriormente à distância.

    Foto: Leonardo Sá
    • Um difícil caminho

    Mas a família Gatica Caracoche seguia incompleta. Meses depois da restituição de Felipe, chegou a Ana uma fotografia que ela suspeitou que pudesse ser de sua filha desaparecida, já com nove anos de idade. Dois detalhes na imagem da criança chamaram a atenção da mãe, que a perdera com um ano de idade: uma pequena entrada no cabelo e uma parte do rosto que a fazia lembrar de um irmão seu.

    A partir daí seguiu-se uma delicada investigação, da qual Oscar fazia parte da equipe. Os supostos pais da criança haviam se separado e ela morava apenas com o pai, um policial. Oscar mantinha contato com uma professora de Maria Eugenia, que monitorava sua frequência escolar. Com uma denúncia oficializada, o juiz intimou o policial para depor, mas este não apareceu. Então, com permissão do juizado de menores, foi coletado sangue da criança na escola.

    O ano era 1985 e o exame de DNA como conhecemos hoje ainda estava sendo desenvolvido por cientistas. Nos anos anteriores, porém, as Abuelas haviam feito peregrinações buscando cientistas de vários países que as pudessem ajudar a dar materialidade à sua busca por restituição das crianças desaparecidas a partir da genética.

    Por meio de um exame de histocompatibilidade, foi verificado que a criança encontrada era mesmo María Eugenia. Mas aconteceu o que Oscar temia: quando foi dada a ordem de busca da criança, o policial fugiu com ela. Quando pareciam tão perto, os familiares se viram novamente distantes de conseguir. Depois de chorar e secar as lágrimas, com apoio das Abuelas, foram falar com o presidente Alfonsín, que, afinal, era o comandante-chefe das Forças Armadas, a quem o foragido devia lealdade. 

    O líder do poder executivo nacional sugeriu que buscassem colocar o caso na TV. Surtiu efeito. O homem entregou a criança e foi preso. Nunca mais se viram. Uma psicóloga recebeu a pequena, a contou a história e disse que seu pai, mãe e três irmãos a esperavam do lado de fora, que poderia sair para encontrá-los quando se sentisse à vontade.

    Quando ela saiu, abraçou a família. Oscar perguntou se a podia pegar no colo como quando era menor. A menina consentiu. “Ela ficou agarrada, não sei, como grudada nele. Um negócio…ahh…eu olhando ali”, suspira a mãe, ao lembrar do fato décadas depois. Ana recorda de ter mostrado a ela a certidão de nascimento, o teste do pezinho, as cartas e desenhos feitos por primos e irmãos dela. “Em um momento comecei a cantar uma música que eu cantava quando estava grávida. Ela olhou assim e fez um gesto, como de reconhecimento. São detalhes que eu conto que você não vai entender”, relata. É claro que eu tento e provável que não alcance entender.

    Com a família completa, os Gatica Caracoche voltaram para visitar o Brasil para mostrar as crianças e agradecer aos amigos. “O triunfo também foi deles, que nos apoiaram”, considera Ana. “Mas depois, na surdina, eles confessaram que falavam que sim íamos encontrar as crianças, mas no fundo duvidavam que isso pudesse acontecer”. Felizmente, o ceticismo brasileiro foi derrotado. E a relação da família com o Brasil não terminava por aí.

    Foto: Leonardo Sá
    • De volta para o futuro

    A estadia da família de volta em Mercedes durou de 1984, ano em que Felipe foi encontrado, até 1989. Neste último ano, a política argentina andava bastante turbulenta. A crise econômica levou a uma onda de revolta com manifestações e saques a comércios. “María Eugenia disse chorando: não quero que nada aconteça com vocês. Oscar falou: vamos voltar para o Brasil, onde temos uma estrutura e amigos”. Assim voltaram, e começaram a vender as tradicionais empanadas argentinas na Praça dos Namorados, em Vitória, para sustentar o novo momento da vida.

    Em 1996, Ana María e Oscar se separaram, mas a família continuou sempre próxima. E os dois militando ativamente. No Espírito Santo, ele atuou no enfrentamento do grupo de extermínio Scuderie Le Cocq, o que o levou a ter que fugir diante de ameaças de morte e se radicar na Paraíba, onde estabeleceu profundos laços afetivos e políticos. Seguiu atuando no MNDH em questões como combate à tortura e proteção de testemunhas.

    Durante a pandemia de Covid-19, com diabetes e outros problemas de saúde, Oscar voltou a morar na Serra, dividindo a casa com Ana Caracoche e a filha María Paz. Morreu em janeiro de 2021 aos 71 anos. Suas cinzas foram divididas entre sua praia favorita na Paraíba e o campo de futebol em que jogou na juventude em Mercedes.

    Em 1996, mesmo ano em que se separou, Ana Caracoche passou a coordenar o Núcleo de Direitos Humanos da Secretaria de Estado da Justiça do Espírito Santo. Comandou com sua equipe projetos que se tornaram referência no Estado e o país, como o Balcão da Cidadania, o Programa de Humanização da Gestão Penitenciária, o Prêmio Humaniza e o Grupo Interconfessional (Ginter). Atuou por 19 anos na área até se aposentar. 

    • Idosa contemporânea

    Ana Fez parte do Conselho Estadual de Defesa da Pessoa Idosa e da Pastoral da Pessoa Idoso. “Agora não participo mais porque idoso não tem condições de cuidar de idoso”, brinca. Mas aos 78 anos parece ativa, serena e contemporânea. Se atualiza das notícias assistindo pela TV ao canal ICL Notícias, com linha editorial de esquerda, transmitido pelo YouTube.

    Foto: Leonardo Sá

    Não sai tanto de casa como antes. “Meus filhos não querem que eu saia sozinha, têm esse cuidado. Eu acho que estão exagerando, mas eles acham que estão me cuidando. A palavra-chave pra mim agora é paciência”, reflete. Ainda assim, com o devido acompanhamento, participa da comunidade da igreja – uma vizinha lhe traz uma cartilha de reza enquanto a entrevistava -, uma vez por semana frequenta o grupo de idosos do bairro, e quinzenalmente é uma das facilitadoras de atividades da Universidade Aberta à Pessoa Idosa, que funciona na Ufes.

    Está interessada em contar sua história. Já foi chamada para muitas palestras, mas deu poucas entrevistas para reportagens no Brasil. Seu maior orgulho, diz, é ter superado por meio da luta o sofrimento que viveu.

    As paredes da sala de sua casa possuem vários quadros que lembram suas lutas e a estante guarda diversas homenagens recebidas por sua atuação. Tem muitas lembranças, mas também lugares ainda difíceis de habitar em sua memória.

    “A tortura é uma cicatriz que vai ficar até eu morrer. Eu lembro da tortura. Quando nós restituímos nossos filhos foi uma alegria tão grande que eu não lembro desses oito ou nove anos em que eu chorava e chorava e chorava. Agora não choro mais. Agora me emociono com as coisas boas, com as coisas linda.

    Clique e veja no site original a reportagem.

  • I Simpósio Capixaba sobre Envelhecimento Saudável: Prevenção de Quedas.

    I Simpósio Capixaba sobre Envelhecimento Saudável: Prevenção de Quedas

    🗓 Data: 24 de junho de 2025
    ⏰️ Horário: 13h às 17h
    🗺 Local: Auditório Manoel Vereza, CCJE, UFES Goiabeiras

    Inscrições Gratuitas
    As inscrições podem ser realizadas de duas formas:

    1. ON-LINE
    Acesse o formulário através do link: https://forms.gle/xw132tSEfGS9vUpy9

    OU

    2. PRESENCIAL
    As inscrições também podem ser feitas nos seguintes locais:

    ✳️ UnAPI
    Dias: Segunda a sexta
    Horário: 13h às 17h
    Endereço: Predio do CCJE-UFES Goiabeiras

    ✳️ EUFONIA
    Dias: Segunda a sexta
    Horário: 8h30 às 17h
    Endereço: R. Eugênio Netto, 750 – Santa Lúcia, Vitória

    🔴 VAGAS LIMITADAS 🔴

    Estaremos recebendo doações para a Sociedade Cultural e Beneficente Monsenhor Alonso dos seguintes itens:

    • Fraldas geriátricas tamanhos M e G;
    • Lenços umedecidos;
    • Desodorante neutro;
    • Hidratante para a pele.

    Os itens podem ser entregues no ato da inscrição ou no dia do evento.


    A seguir você pode conferir a programação do evento:

    13hCredenciamento.
    13h30Abertura.
    14hEquilíbrio no envelhecimento: Como Prevenir Quedas e Viver com Segurança
    Palestrante: Drª. RaphaeLla Simen (Otorrinolaringologista)
    14h30“Comigo não acontece”. Não caia nesta cilada!
    Palestrante: Drª. Daniela Gonçalves Barbieri (Geriatra)
    15hSorteio de brindes.
    15h30Como deixar a casa mais segura para evitar quedas
    Palestrante: Drª. Mariana Midori
    16hE agora? Como ser saudável e não cair?
    Palestrante: Drª. Rosana Rezende
    16h30Coffee Break.
    17hEncerramento.
  • Curso de Informática Básica: Conectando Saberes e Pessoas

    Vitória, 2025 — Teve início este ano o Curso de Informática Básica, uma iniciativa realizada em parceria com o Lab Biblio, projeto de extensão do curso de Biblioteconomia da UFES, que está reunindo participantes da Grande Vitória e de Santa Leopoldina. O projeto tem como objetivo democratizar o acesso ao conhecimento digital, fortalecendo a cidadania e reduzindo as barreiras tecnológicas.

    Com uma abordagem prática e acessível, o curso introduz os alunos ao uso do computador, da internet e de ferramentas digitais essenciais para o dia a dia. Mais do que apenas ensinar sobre tecnologia, a proposta busca ampliar horizontes, estimular a autonomia e criar espaços de convivência e troca de saberes.

    A expectativa é que, ao final das aulas, eles estejam mais preparados para utilizar a tecnologia no dia a dia e com novas socializações.

    Fique ligado! Além da Curso de Informática Básica, a UNAPI também oferece outras atividades para a população idosa (60+), como Pessoa Idosa em Ação, Curso de Francês, Curso de Memória, entre outros. Novas turmas devem ser abertas em breve. Interessados podem seguir o instagram da UNAPI (@unapiufes), entrar em contato pelo nosso Whats App (99907-0095), ou ligação pelo número: 99907-0095.

  • Projeto Universidade Itinerante Aberta à Pessoa Idosa (UNAPI Itinerante) em João Neiva/ES.

    O Projeto Universidade Itinerante Aberta à Pessoa Idosa (UNAPI Itinerante) é uma iniciativa que visa levar atividades educacionais e de suporte à população idosa para além da Universidade Federal do Espírito Santo. Com o objetivo de fortalecer a cidadania, promover a inclusão digital e melhorar a saúde e qualidade de vida das pessoas com 60 anos ou mais, o projeto se destaca por sua abordagem interdisciplinar.

    Uma Abordagem Interdisciplinar

    A UNAPI Itinerante envolve diversas áreas do conhecimento, incluindo psicologia, serviço social, comunicação, enfermagem, tecnologia, dança e educação física. Essa diversidade permite oferecer uma ampla gama de serviços e suporte, atendendo às necessidades específicas da população idosa.

    Expansão para João Neiva

    Após o sucesso das atividades realizadas em 2023 na região de Domingos Martins, o projeto se expande agora para João Neiva. A proposta inclui a oferta de cursos e oficinas em quatro eixos principais: inclusão digital; envelhecimento, saúde e qualidade de vida; autoestima e combate ao idadismo; e movimento, memória e cognição. Essas atividades são direcionadas para pessoas com 60 anos ou mais.

    Oficinas e Atividades Realizadas

    No ano passado, o projeto já havia iniciado suas atividades em João Neiva, oferecendo as oficinas “Movimento, memória e cognição” e “Autoestima e combate ao idadismo”. Essas atividades incluíram exercícios de estimulação cognitiva, roda de conversa sobre preconceito etário, aula de automaquiagem e sessões de fotos, promovendo a autoestima e a interação social entre os participantes.

    Inclusão Digital em 2025

    Em 2025, o foco do projeto se volta para a inclusão digital, com a realização da oficina de Celular. Esta oficina tem como objetivo capacitar as pessoas idosas residentes em João Neiva a utilizarem a tecnologia de forma eficaz. Os temas abordados incluem: conexão com a internet, gerenciamento de contatos, uso de plataformas como YouTube e WhatsApp, utilização de aplicativos, prevenção de golpes e otimização da memória do celular.


    O Projeto Universidade Itinerante Aberta à Pessoa Idosa (UNAPI Itinerante) é um exemplo de como a educação e o apoio social podem transformar a vida das pessoas idosas, promovendo inclusão, saúde e bem-estar. Com a continuidade das atividades em João Neiva, espera-se que mais pessoas idosas possam se beneficiar das oportunidades oferecidas, contribuindo para uma sociedade mais justa e igualitária.

  • A morte de Gene Hackman e a importância do acompanhamento das pessoas idosas que moram sozinhas

    A morte de Gene Hackman e a importância do acompanhamento das pessoas idosas que moram sozinhas

    Por Monique Simões (coordenadora UnAPI)

    Um lembrete sobre a fragilidade da vida

    Dados do Censo Demográfico de 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que a maior proporção de pessoas vivendo sozinhas no Brasil é composta por pessoas idosas. A porcentagem de domicílios ocupados por apenas uma pessoa cresceu significativamente, passando de 12,20% em 2010 para 18,9% em 2022. Dentro desse grupo, 28,7% são pessoas com 60 anos ou mais, totalizando 5.664.602 brasileiros com mais de 60 anos que vivem sozinhos em todo o país.

    As pessoas idosas que moram sozinhas podem enfrentar diversos desafios, como solidão, dificuldades de locomoção e, em muitos casos, problemas de saúde que podem não ser monitorados adequadamente.

    Recentemente, o mundo do entretenimento foi chocado pela trágica notícia da morte do renomado ator Gene Hackman, de 95 anos, e sua esposa, de 65 anos. O casal foi encontrado em sua residência no Novo México (EUA) muitos dias após o falecimento. Infelizmente, o cachorro do casal também foi encontrado morto, vítima da falta de cuidados básicos.

    Este caso é apenas um entre muitos que ocorrem com frequência em todo o mundo e serve como um alerta para as famílias e comunidade sobre a importância de acompanhar as pessoas idosas que vivem sozinhas.

    O Alerta para Famílias e Comunidade

    É fundamental que as famílias e a comunidade compreendam a importância de manter contato regular com as pessoas idosas. A solidão e a falta de supervisão podem levar a situações perigosas, como a que ocorreu com Hackman e sua esposa. Para evitar que tragédias semelhantes aconteçam, aqui estão algumas dicas práticas que podem ser facilmente implementadas na rotina familiar ou mesmo por algum amigo ou vizinho.

    Criação de Grupos no WhatsApp

    Criar um grupo no WhatsApp pode ser uma maneira eficaz de manter a comunicação. Conversar com as pessoas idosas diariamente, mesmo que por mensagens curtas, pode fazer uma grande diferença. Essa prática não consome muito tempo e pode ser realizada em poucos minutos, ajudando a manter os vínculos familiares e a monitorar o bem-estar dos idosos. Caso a pessoa idosa não tenha rede familiar, o contato pode ser realizado por um amigo ou vizinho de referência.

    Uso de Relógios Inteligentes

    Os relógios inteligentes são uma excelente ferramenta para o acompanhamento de pessoas idosas. Equipados com funcionalidades como botão SOS, sensor de queda e medidor de pressão, esses dispositivos podem alertar os familiares ou uma central de atendimento em caso de emergências. Com diversas opções disponíveis no mercado, essa tecnologia oferece uma forma segura e prática de cuidar dos idosos.

    Dispositivos de Monitoramento Remoto

    Os dispositivos de monitoramento remoto são equipados com sensores que monitoram atividades diárias, como movimento e padrões de sono. Esses dispositivos oferecem o benefício de alertar a rede de apoio da pessoa idosa sobre mudanças no comportamento da pessoa, que podem indicar possíveis problemas de saúde. 

    Câmeras de Monitoramento

    Embora a instalação de câmeras de monitoramento possa ser uma solução eficaz para verificar se as pessoas idosas estão bem, é importante considerar a privacidade deles. Muitos idosos(as) podem não se sentir confortáveis com essa prática. Portanto, é essencial discutir essa possibilidade com eles e encontrar um equilíbrio entre segurança e privacidade.

    Chaves de Emergência

    Ter um familiar ou amigo de confiança com uma chave da casa do idoso é uma medida preventiva vital em situações de emergência. Isso garante que, caso algo aconteça, alguém possa acessar rapidamente o local e prestar assistência.

    Fechaduras Eletrônicas
    As fechaduras eletrônicas com senha são uma alternativa moderna e segura. Elas permitem que a pessoa de referência acesse a residência da pessoa de forma fácil e rápida, garantindo a segurança sem comprometer a autonomia do(a) idoso(a).

    A Tecnologia como aliada na assistência às pessoas idosas

    A tecnologia tem se mostrado uma aliada valiosa na assistência a pessoas idosas que moram sozinhas. Além dos relógios inteligentes e câmeras de monitoramento, aplicativos de saúde podem ajudar a monitorar condições médicas e enviar lembretes de medicação. Esses recursos podem facilitar a vida dos idosos e proporcionar maior tranquilidade para suas famílias.

    Conclusão

    A morte de Gene Hackman e sua esposa serve como um lembrete da fragilidade da vida e da importância de cuidar e acompanhar as pessoas idosas em nossa comunidade. Nesse contexto, a tecnologia pode se tornar uma poderosa aliada na assistência a esses indivíduos, especialmente considerando que muitas famílias enfrentam rotinas intensas que dificultam o acompanhamento presencial da vida dos/as idosos/as.

    Implementar medidas simples, como manter contato regular e utilizar as tecnologias disponíveis, pode ter um impacto significativo na qualidade de vida das pessoas idosas. É fundamental que as famílias e comunidade se unam para garantir que as pessoas idosas estejam seguras e bem cuidadas, promovendo um ambiente onde a comunicação e a atenção sejam prioridades. 

  • Inscrições da UnAPI passam por mudanças no semestre 2025/1: confira o novo formato e datas importantes

    A UnAPI anunciou mudanças no processo de inscrição para as atividades do semestre 2025/1. Diferente dos semestres anteriores, a oferta agora será realizada por atividade, com um dia específico destinado a cada modalidade. Isso significa que os interessados só poderão se inscrever na atividade correspondente à data designada.

    Confira as primeiras datas de inscrição:

    • Educação Física: 27/01 (segunda-feira), das 13h às 16h
    • Lógica: 28/01 (terça-feira), das 13h às 16h
    • Dança Sênior: 29/01 (quarta-feira), das 13h às 16h
    • Yoga online: 30/01 (quinta-feira), das 13h às 16h
    • Crochê: 31/01 (sexta-feira), das 13h às 16h

    Atenção: todos os participantes, inclusive aqueles que estiveram inscritos no semestre anterior, precisam realizar a inscrição novamente.

    Por enquanto, essas são as atividades ofertadas. Novas opções serão divulgadas em breve nas redes sociais da UnAPI. Fique atento(a) e não perca as datas!

  • Encerramento das Atividades 2024 e Atividades em 2025

    Encerramento das Atividades 2024 e Atividades em 2025

    O ano de 2024 chegou ao fim, marcado por desafios superados e muitas vitórias ao longo do caminho. Para celebrar as conquistas e expressar gratidão a todos que fizeram parte dessa jornada, um grande evento foi realizado, com a temática nostálgica das músicas dos anos 60.

    A festa foi o ponto alto de um semestre de muito trabalho e colaboração, onde a união de diferentes grupos fez toda a diferença. A UNAPI, que tem sido um verdadeiro centro de aprendizado e troca, foi o palco de agradecimentos emocionados.

    Os usuários da UNAPI, com suas vivências e desafios, foram reconhecidos pelo seu papel fundamental no processo de aprendizado. “Agradecemos imensamente por nos ensinarem a cada dia”, disse um dos organizadores, destacando a importância da participação ativa dos usuários no crescimento coletivo.

    Aos facilitadores, o agradecimento foi direcionado pela criatividade, colaboração e apoio constante. “Cada momento se tornou mais especial graças ao comprometimento de todos”, afirmou a assistente social Monique Simões, coordenadora do projeto.

    Além disso, os bolsistas e extensionistas também foram reconhecidos pelo esforço e dedicação para que as atividades acontecessem com sucesso. “Sem o trabalho de todos, não seria possível realizar um semestre tão produtivo”, ressaltaram os organizadores.

    A coordenação da UNAPI, sempre à frente, com liderança e organização, também recebeu palavras de agradecimento por garantir que tudo ocorresse de maneira democrática e eficiente.

    Apesar das dificuldades enfrentadas ao longo do ano, o encerramento das atividades foi um reflexo de tudo o que foi alcançado, com muito aprendizado e celebração.

    O evento foi um marco não apenas para o encerramento de um ciclo, mas também para o início de novas oportunidades e experiências. A UNAPI promete mais surpresas para o próximo ano, e a expectativa é alta para o que vem pela frente.


    Atividades em 2025

    Para 2025, uma mudança: as inscrições serão feitas por atividade, e não mais todas de uma vez, proporcionando mais flexibilidade e organização para todos.

    Caso queira ficar por dentro dos informes, acesse o grupo da UNAPI no Whats App pelo link: https://chat.whatsapp.com/GarLg3JpdgwDxdI9em579p .

  • UnAPI lança caderno metodológico sobre Respeito e Valorização da Pessoa Idosa em parceria com Sedu e CEDDIPI

    A Secretaria da Educação (Sedu), por meio da Gerência de Currículo da Educação Básica (GECEB), em parceria com o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (CEDDIPI) e Universidade Aberta à Pessoa Idosa (UnAPI) – UFES, anuncia a disponibilização do Caderno Metodológico: “Educação e envelhecimento: caminhos de respeito e valorização”, como uma das iniciativas do Programa Educar para a Paz.


    O programa tem como objetivo beneficiar as comunidades escolares da rede pública estadual do Espírito Santo, implementando medidas de conscientização, prevenção e combate aos diversos tipos de violência nas escolas, promovendo a cultura de paz.

    Com o  caderno, direcionado aos educadores da Rede Estadual de ensino, é possível conferir o conteúdo e utilizar as atividades em suas práticas pedagógicas, engajando os/as estudantes em um novo campo de aprendizado que tem como premissa socializar conhecimentos sobre o processo de envelhecimento e estratégias de trabalhos pedagógicos relacionadas à promoção de relações baseadas no respeito e na valorização da Pessoa Idosa.

    A gerente do Currículo da Educação Básica na Sedu, Aleide Cristina, destaca que os cadernos também marcam um importante passo rumo à implementação dos temas integradores do Currículo do Espírito Santo, pois fazem referência a assuntos de grande relevância para a sociedade brasileira. “Esses temas atravessam as experiências dos sujeitos em seus contextos e determinam a forma como interagem com os outros e com o ambiente, possibilitando um posicionamento ético e crítico em relação ao mundo”, disse. Neste Caderno são abarcados os seguintes temas: Processo de Envelhecimento, Respeito e Valorização da Pessoa Idosa; Educação em Direitos Humanos; Saúde; Vida Familiar e Social.

    O Caderno Metodológico está dividido em quatro partes:

    1. Na apresentação, se introduz a relevância da educação intergeracional, destacando a necessidade de incluir o tema do envelhecimento no currículo escolar, dada a importância crescente do respeito e valorização das pessoas idosas em uma sociedade que envelhece rapidamente;


    2. No texto introdutório é feita uma fundamentação teórica que aborda o envelhecimento sob aspectos sociais, demográficos e de saúde, além de examinar a legislação de proteção à pessoa idosa, incluindo as normas e direitos que resguardam sua dignidade;


    3. As práticas pedagógicas oferecem sugestões de atividades para serem aplicadas pelos/as professores/as em sala de aula, com temas que vão desde reflexões literárias e filosóficas sobre o envelhecer até estudos de direitos e inclusão. As práticas visam promover interações significativas e conscientizar os/as estudantes sobre o valor da experiência e sabedoria dos mais velhos.

    4. E no anexo do material há a inclusão de materiais adicionais que reforçam o aprendizado, auxiliando na conscientização e no desenvolvimento de um olhar crítico sobre as relações intergeracionais.

    Via @SEDU

  • Exposição “Quem disse que sou velha demais?”

    A exposição “Quem disse que sou velha demais?” está instalada na Biblioteca Central da Ufes, a partir de 21/10/2024 e apresenta um discurso que vai além da estética, desafiando os estereótipos impostos pela sociedade às pessoas idosas. O ensaio busca demonstrar que as mulheres idosas não são velhas demais, mas sim belas, poderosas e sensuais, desconstruindo os padrões pré-concebidos sobre o envelhecimento.

    Expressa a pluralidade, diversidade e graciosidade dos sujeitos que experimentam o envelhecimento como um privilégio de estar vivo. As mulheres idosas são repletas de energia e voz, manifestando seu empoderamento e sensibilidade para o resgate da autoestima e o reconhecimento de seus direitos.

    A beleza é relativa aos olhos de quem vê, pois o corpo carrega experiências subjetivas e sociais que deixam marcas naturais ao longo do tempo. Por que não admirá-las? As marcas do envelhecimento fazem parte do ciclo da vida e possuem tanta graça quanto qualquer outra época. Assim, o registro fotográfico se apresenta como uma ferramenta de ruptura dos padrões de beleza impostos aos corpos.
     

    A mostra traz diversos registros fotográficos que retrata a alegria de viver das pessoas que venceram o tempo e ainda estão em plena atividade. Uma proposta da Equipe Café com Prosa da Universidade Aberta à Pessoa Idosa e Lorrana Melo, traz ao espaço de convivência da Biblioteca Central esse momento de reflexão, como se encara a longevidade com prazer em viver.

    A exposição está instalada no hall do andar térreo e pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 07h às 21h, de forma gratuita.

    Período de 21 de outubro até 20 de dezembro de 2024.

  • Projeto Unapi Itinerante – UFES é lançado em João Neiva (ES)

    Projeto Unapi Itinerante – UFES é lançado em João Neiva (ES)


    O município de João Neiva deu início, nesta quarta-feira (18), ao Projeto Universidade Aberta à Pessoa Idosa (UNAPI) Itinerante, uma iniciativa voltada para fortalecer a cidadania e promover a inclusão digital, saúde e qualidade de vida entre a população idosa. Em 2023, o projeto já havia atuado em Domingos Martins, mas, desta vez, está sendo realizado em João Neiva. Nesse primeiro momento, o eixo Movimento, Memória e Cognição foi o primeiro a ser iniciado.

    O projeto adota uma abordagem interdisciplinar, unindo as áreas de psicologia, serviço social, comunicação, enfermagem, tecnologia, dança e educação física. Essa colaboração visa oferecer um conjunto diversificado de serviços que atendam às necessidades específicas da população idosa.

    As atividades da UNAPI Itinerante estão organizadas em quatro eixos principais:

    Inclusão Digital: Cursos de smartphone serão oferecidos para capacitar os idosos a utilizarem a tecnologia de forma mais eficaz.

    Envelhecimento, Saúde e Qualidade de Vida: Oficinas de educação e intervenções focadas em saúde física e mental, além de aulas de dança.

    Autoestima e Valorização da Idade: Atividades que abordam a autoimagem dos idosos, discutindo a construção cultural da beleza e combatendo o etarismo.

    Movimento, Memória e Cognição: Utilizando uma metodologia desenvolvida pela neuropsicopedagoga Lucianara Braga, que integra aspectos físicos, sociais, emocionais e cognitivos.

    As atividades acontecerão no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de João Neiva, beneficiando a população atendida por essa instituição. A expectativa é de que as ações contribuam significativamente para o bem-estar dos participantes.

    O Projeto UNAPI Itinerante é financiado pelo edital da Fapes Nº 02/2024 – Universal Extensão, possui colaboração de estudantes, professores e profissionais da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), da Universidade de Vila Velha (UVV), e do Projeto Coordenando-se coordenado pela profissional Lu Braga.

    Atividade realizada em 18/09

    Mais informações acerca da UNAPI UFES Goiabeiras:
    (27) 4009-2592 / Apenas WhatsApp (27) 99907-0095
    Instagram: @unapiufes
    site: https://unapiufes.wordpress.com/